13 março 2011

DeathSpank



DeathSpank, the Dispenser of Justice, Vanquisher of Evil and Hero to the Downtrodden. Esse é o cartão de visitas desse destemido herói e protagonista da história. DeathSpank é um action-RPG lançado em 2010 pela Hotheade e impressiona pela simplicidade e principalmente pela sua veia cômica. É um jogo bem casual que eu joguei em modo janela até, mas é bastante empolgante e é garantia de muitas risadas.

Me apresentaram o jogo com a premissa de que "eu tinha que jogar pois era o cúmulo da zoeira" e nisso vi alguns gameplays e sem pensar duas vezes instalei na minha máquina e comecei a jogar. A princípio, antes de ver a abertura, podemos imaginar que é um jogo comum com uma ou outra piada, mas depois você percebe que cada detalhe do jogo foi feito para ser engraçado sem que esse humor seja enjoativo.

 
A história do jogo é bem básica - DeathSpank esta atrás de um poderoso artefato, conhecido como The Artefact e a trama se passa em busca desse objeto. Logo na primeira main quest você já alcança esse feito, mas nosso atrapalhado herói consegue ser roubado e o perde, a partir disso o objetivo é recuperá-lo das mãos do vilão, Lord Von Prong. Já as side quests são totalmente genéricas, que vão desde matar galinhas, coletar latinhas para reciclagem e destruir um sino da igreja que atrapalha os vizinhos até terminar missões incompletas deixadas por um velho herói aposentado. Porém, apesar dessas quests serem comuns, elas são bem empolgantes, pois os motivos para elas serem pedidas e os diálogos são muito divertidos e fazem querer completá-las e começar outras, e são realmente muitas.

Os personagens, tanto principais como os secundários, cumprem o papel de deixar a aventura mais engraçada. É possível ter conversas muito agradáveis com a Vaca, com o Personagem Randômico e em alguns casos até com alguns inimigos antes da batalha. As escolhas nos diálogos não interferem no andamento do jogo, DeathSpank não tem um sistema moral para o personagem, ele é um herói que aniquila o mal e isso não vai mudar. O que a princípio pode parecer ruim na verdade é algo até bom, pois com isso podemos optar pelas inúmeras besteiras que o jogo propõe, isso inclui tirar sarro do fato dos órfãos não terem pais, ajudar um casal de fazendeiros a fazer as pazes – com algumas mentirinhas – entre outras. E encontrar essas figuras em qualquer canto do world é comum; no meio de alguma estrada ou esperando na entrada de uma caverna.


O mapa é bem extenso e variado. Podemos distribuir a justiça em vários ambientes diferentes, desde montanhas gélidas, mais ao norte, até cemitérios, pântanos e locais demoníacos; e o cenário 'planetário' de DeathSpank - similar ao Super Mario Galaxy, que vai girando a medida que o personagem anda – faz com que a interação com o ambiente seja mais divertida.

A qualidade nos efeitos de sombra e iluminação também são uma característica do jogo. Locais perigosos infestados de monstros e calmos vilarejos são bem definidos pela utilização desses efeitos. A parte gráfica é igualmente simples, como todo o jogo, entretanto não deixa nada a desejar. A junção de elementos 2D e 3D e o trabalho com as cores das paisagens fazem com que o jogo seja bem bonito.


A jogabilidade não poderia ser diferente, com o controle do Xbox360 não há o que reclamar e caso seja um adepto do mouse e teclado o sistema click and point é o adotado e os menus estão distribuídos na tela de maneira prática. O combate também não fica pra trás, apesar de  repetitivo, como em vários jogos com o mesmo tipo de ação.

O inventário me lembrou bastante o do Munchkin (nota: escrever sobre munchkin), com nomes esdrúxulos e características improváveis. Imagine vencer o mal utilizando a poderosa ‘Mega Spinning Blade Sword’ ou ainda um ‘Thunderstomp Club’ e muitas outras armas e armaduras – muitas mesmo - de curto e longo alcance. E nessa mesma linha todos os itens têm formas e propriedades com tom de comédia.

-Are you here to save me?
-That's what my quest log says!

Por fim, DeathSpank é um jogo muito rico e bastante animado. Seus pontos altos são a simplicidade e o humor irreverente, juntamente com os diálogos e personagens. Por ser um game mais casual, pode render por umas boas horas – eu fechei em 10 horas e fiquei duas semanas jogando, aproximadamente. O único ponto negativo que encontrei é que é dificil jogar mais que algumas horas ao dia, não é o tipo de jogo que alguém sente e jogue por mais de duas horas seguidas, é possível que o sistema de combate comece a ficar repetitivo em determinado ponto e faça você salvar e continuar outro dia – fato que acontecerá provavelmente.

Eu me diverti bastante enquanto jogava e acho que todos que curtem um jogo mais casual, sem compromisso e apreciam uma levada menos séria de vez em quando deveriam jogar DeathSpank. Minha nota geral pra ele é 8,7. Tanto que já estou jogando a continuação. DeathSpank Thongs of Virtue.

02 março 2011

Jogos

Vou tentar começar uma sessão nova aqui no Mamute Verde e escrever sobre games. Basicamente serão reviews sobre jogos para PC, até porque eu 99% do que jogo é no computador e não nos consoles. Será algo totalmente novo, visto que nunca fiz esse tipo de texto antes.

O pessoal que acompanha os reviews de jogos sempre busca uma análise mais densa e com detalhes sobre jogabilidade, gráficos, som e todos os outros aspectos de um jogo. Meu conhecimento em alguns desses tópicos é bem limitado (não sou nenhum especialista no assunto, sou um mero jogador) e devido a isso os textos serão, de certa forma, simples. O que proponho a apresentar aqui é a minha experiência enquanto jogador e os pontos altos e baixos que consegui observar. Ou seja, será a minha opinião sobre os jogos; o que gostei e o que me desagradou.